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Início » 2014 » Janeiro » 04 » Um Sermão Afamado!
3:59 PM Um Sermão Afamado! |
Era uma bela manhã de domingo, em julho de 1741, quando Jonathan edwards foi chamado a uma pequena vila em Connecticut, cujo nome era Enfield. Os crentes da vizinhança tinham passado a noite anterior em oração, implorando um despertamento e uma visitação divina entre eles. O pregador levantou-se e calmamente anunciou o sermão cujo tema era: "PECADORES NAS MÃOS DE UM DEUS IRADO”, usando como texto Deuteronômio 32:35 que dizia: "Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo e as coisas que lhes hão de suceder se apressam a chegar”. Antes de explicar a justiça de Deus, ele disse à congregação que os pecadores vivem resvalando num declive escorregadio pelo qual se destinam à eterna perdição. Disse ainda que eles jaziam à beira de um abismo onde é impossível alguém se manter de pé sem o auxílio divino. "Sim, por certo haverá agora neste auditório”, exclamou ele, subitamente, "algumas pessoas com as quais Deus está mais zangado, talvez, do que com aqueles que jazem no inferno! Os ímpios estão andando sobre um poço cuja tampa envelhecida e esburacada já não suporta o seu peso”! O sermão ecoava nas almas com exortações abrasadoras, até atingir o clímax com a declaração final: "Se nós, aqui presentes, soubéssemos de uma pessoa, sequer, que, nesta congregação fosse vítima de tal miséria, que coisa terrível não seria! No entanto, no lugar de uma, há muitas pessoas aqui mesmo que, sem dúvida, vão se recordar deste sermão no inferno! Não causaria surpresa se disséssemos que há muitas pessoas aqui que hão de recordar, um dia, deste sermão quando não haverá mais esperanças para elas! Ainda não seria de surpreender se declarássemos que, aqui sentadas,, haverá pessoas que passarão, dentro em pouco tempo, para a eternidade, mesmo gozando de boa saúde e tendo boa aparência. E pode ainda acontecer, que estejam amanhã na perdição, recordando esta hora”! Sua mensagem abalou o auditório de modo tremendo. Homens fortes seguravam nos braços das cadeiras,como se forças invisíveis os tragassem, impelindo-os para baixo. Outros tremiam nos seus assentos como se fossem perder o equilíbrio. Cerca de quinhentas almas se entregaram a Cristo naquela manha. Sobre este afamado sermão alguém escreveu: "A Nova Inglaterra nunca perdoará a Jonathan Edwards, mas também jamais o esquecerá”! O Grande Avivamento havia começado e se estendia de cidade a cidade, do interior às fronteiras, em cada canto e recanto do país, enquanto milhares se convertiam pelo poder do Espírito A glória desceu do céu à terra! Deus operou através dos Seus servos e milhares de almas foram salvas. A obra continuou sacudindo a nação, até que milhares de almas renasceram para o Reino de Deus. Verdadeiramente o Senhor usava o consagrado Jonathan Edwards que tornou possível tamanha realidade. Jesus pode operar hoje no nosso amado Brasil ou exterior! Ele pode operar no mundo inteiro, porque Ele "é o mesmo ontem, hoje e eternamente”! O caminho para a vitória é a oração. Com ela virá a unção do Espírito que é o preparo especial e adequado para cada crente. E. M. Boundes tem uma página excelente sobre a unção do Espírito e o ardor meramente humano. Ele se baseia em 1 João 2:22: "E vós tendes a unção do santo e sabeis tudo”. Unção, diz ele, é aquele que indefinível, indescritível, a que um velho e famoso teólogo escocês assim se refere: "Há, por vezes, na preação, alguma coisa que não pode ser atribuída nem ao assunto, nem à expressão, e que não pode também ser descrita ou discernida quanto à sua procedência, no entanto, com doce violência penetra no coração e nas afeições, e vem diretamente do Senhor”! A este quê nós chamamos "unção”. É ela que torna a Palavra de Deus "viva e eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e que penetra até à divisão da alma e do espírito, das juntas e medulas, e é pronta para discernir as disposições e pensamentos do coração”. É esta unção que dá às palavras do pregador penetração, gume e poder, e que produz reações e agitações em muitas congregações mortas. A unção permeia e convence as consciências e quebra os corações. Esta unção divina é o traço que separa e distingue a verdadeira pregação do Evangelho dos outros métodos de apresentação da verdade, que cria um vasto abismo espiritual entre o pregador que a tem e aquele que não a possui. ESTA BÊNÇÃO APARA E SATURA A VERDADE REVELADA COM TODA A ENERGIA DE DEUS. Unção, portanto, consiste simplesmente em pôr deus na sua própria Palavra e no Seu próprio pregador. Ela inspira o pregador, esclarece o seu intelecto, dá-lhe visão, apreensão e poder, dá ao pregador poder de coração que é maior do que o poder da cabeça, dá-lhe ternura, pureza e convicção que fluem da fonte mesma dessa bênção. Expansão, liberdade, plenitude de pensamento, agudeza e simplicidade de exposição são frutos da unção. Ainda o autor da citada página cintilante diz que a unção e o mero ardor (entusiasmo) humano por vezes se confundem. Aquele que tem a unção divina será ardoroso em todas as coisas, mas há muita forma de ardor que não tem a menor tintura de unção! Ardor e unção assemelham-se em alguns pontos de vista. E assim o ardor pode ser facilmente confundido com a unção. É preciso te agudeza espiritual para discernir um do outro. O ardor, continua ele, pode ser sincero, honesto, candente e perseverante. Atira-se às coisas com vontade e persegue-as com persistência, apresentando-as com fervor e pondo fôrça nelas. Mas as fôrças que emprega não vão além daquilo que seja meramente humano. O homem está neste ardor, o homem todo, em tudo o que ele tem de vontade e coração, de cérebro e mesmo de gênio, de planos, de trabalhos, de discursos. Ele se entrega a algum propósito que lhe haja dominado o coração, com a firme resolução de vencer, NO ENTANTO, É POSSÍVEL QUE NADA DE DEUS EXISTA NISTO. Se houver muito da parte do homem, pouco ou nada haverá da parte de Deus. O autor prossegue, desassombrado: O homem pode apresentar apelos em favor do seu ardente propósito, que agradam, tocam, movem e empolgam, com a convicção mesma da sua importância, e em tudo isto este ardor pode prosseguir por CAMINHOS TERRENOS, IMPELIDO POR FÔRÇAS HUMANAS SOMENTE, SOBRE ALTAR FEITO POR MÃO HUMANAS, COM UM FOGO ACESO POR CHAMAS DA TERRA. Diz-se de um famoso e hábil pregador cuja manipulação da escritura era de sua própria fantasia ou propósito, que ele "se tornou muito eloquente sobre a sua própria exegese”. Assim, homens há que se tornam excessivamente ardentes com os seus próprios planos e movimentos. O ARDOR PODE SERR SIMULADO E EGOÍSTA. Mas a UNÇÃO é aquilo indefinível na pregação que a torna PREGAÇÃO. É aquilo que distingue e separa a pregação de todo o discurso meramente humano. A unção é, enfim, o DIVINO na pregação. E esta unção virá ao pregador, não no seu escritório, mas na sua câmara de oração secreta. É a destilação celestial em resposta à oração. A UNÇÃO É A MAIS DOCE EXALTAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO. Ela penetra, amolece, filtra, corta e acalma. Leva a Palavra como uma dinamite, um sal, um torrão de açúcar, torna a palavra um calmante, um excitante, um revelador, um pesquisador, faz do ouvinte um réu ou um santo, fá-lo chorar como uma criança e viver como um gigante, abre-lhe o coração e a bolsa suavemente, mas de modo tão forte como a primavera abre as flores! Esta unção de deus os gênios não a possuem. Não é encontrada nos centros do saber humano, nenhuma eloquência pode conquistá-la. Mãos nenhumas podem conferi-la. É UM DOM DE DEUS. É a Sua marca posta sobre os Seus mensageiros. É a natureza celestial conferida aos verdadeiros escolhidos e aos bravos que buscarem esta HONRARIA através das muitas horas de oração, recolhimento e submissão. O ardor é bom e impressionante. O gênio é prendado e grandioso. Mas a unção é o revestimento divino, a energia mais poderosa, capaz de quebrar as algemas do pecado e conquistar para Deus corações depravados. A unção do Espírito é dever sagrado, É o perfeito preparo do soldado que um dia se alistou. Iria à guerra sem o escudo e a lança? Se aceitei esperar sem a esperança, meu ideal cessou... Eis o orvalho do céu que às almas desce E nutre e suaviza e amolece Inteiro, todo o ser: A UNÇÃO DE DEUS que sara as nossas dores E como faz a primavera às flores, Tudo faz renascer! Filhos do Rei, se temos a consciências da filiação divina como a essência De tudo o que é sagrado, Confessemos as culpas, num momento, E elevemos o nosso pensamentos Nesta prece firmado: - Fui réu, Senhor, pregando sem a UNÇÃO! Se o meu serviço não foi todo vão, Foi moroso, bem sei. Arrasto-me, dorido, ao pé da cruz E achando a paz no Teu perdão, Jesus, EU RECOMEÇAREI! - Dá-me esse DOM para o Teu Nome honrar! Um dia é mil se nele eu me firmar E os frutos hão de vir Na abundância das safras mais benditas, Pois na Palavra amada vêm, prescritas, Vitórias no porvir! - Essa RIQUEZA irei buscar à FONTE! Verei abrir-se em luz meu horizonte E Cristo aparecer, Dinamizando a personalidade, Soltando as cataratas da Verdade COM TODO O SEU PODER!
Por: Hosalee Appleby (SARÇA ARDENTE)
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